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St. Moritz: o refúgio preferido dos mais ricos do mundo
Comportamento

St. Moritz: o refúgio preferido dos mais ricos do mundo

15 de abril de 2026

TAINAH | AUTOMODIVAS

Em todos os invernos, os olhares mais atentos se voltam para um só lugar: uma aldeia nos Alpes Suíços, St. Moritz.

Frequentada a tempos por grandes nomes como: Coco Chanel, Karl Lagerfeld, Giorgio Armani, Valentino… Hoje em dia, acompanhamos as temporadas através das redes de grandes influencers, como: Silvia Braz e Thássia Naves, por exemplo.

O lugar se consolidou como ponto de encontro de diferentes gerações de influências.
Hoje, mistura belezas naturais com um mundo à parte: esportivos de luxo, festas, jantares de gala, jatos particulares e muito mais.

Os eventos que definem St. Moritz

A temporada na cidade segue um ritmo próprio. Eventos, esportes, encontros…

Durante o inverno, o lago congelado se transforma em cenário.

Entre os momentos mais emblemáticos da temporada está o The International Concours of Elegance (The I.C.E.) St. Moritz. Em vez de carros estáticos, o evento reúne peças históricas em movimento. Ferraris, Bugattis e outros ícones automotivos atravessando o lago congelado, com os Alpes ao fundo. Tudo isso regado a muito champanhe, Dj’s e looks dignos de passarela.

O evento reúne um público que compartilha repertório, em um cenário onde estética e presença caminham juntos. É muito além de performance. É sobre a experiência de ver e ser visto. 

O Snow Polo World Cup, realizado anualmente sobre o lago congelado de St. Moritz, é considerado o torneio de polo na neve mais prestigiado do mundo. Reúne desde 1985, equipes internacionais para disputar o prêmio enquanto se cria uma atmosfera de “champanhe, casacos de pele e cavalos”. 

Quando o inverno termina, a cidade não desacelera, apenas muda de linguagem.

O British Classic Car Meeting (BCCM St. Moritz) é voltado para os carros clássicos britânicos, na maioria, produzidos até 1980. Ao longo de alguns dias, o evento combina rally de regularidade, passeios pelas estradas alpinas e um prestigiado Concours d’Élégance, onde cada modelo é avaliado por sua originalidade e estado de conservação, transformando a condução em uma experiência tão estética quanto técnica.

Outro símbolo importante é a Olympia Bobrun St. Moritz–Celerina. Inaugurada em 1904, é a pista de bobsleigh mais antiga ainda em operação e a única construída inteiramente com gelo natural. A escultura é recriada a cada inverno para sediar a competição e se tornou parte da identidade do local.  

A história por trás

Antes de se tornar um dos destinos mais desejados do mundo, St. Moritz vivia um outro ritmo e era associada, principalmente, às temporadas de verão. Isso porque há mais de três mil anos, a região já era conhecida por suas fontes de águas termais, que atraíam viajantes em busca de tratamentos de saúde e spa, além de aproveitar as paisagens de tirar o fôlego da região de Engadina.


Em 1864 tudo começou a mudar quando Johannes Badrutt, hoteleiro, desafiou hóspedes britânicos a viver o inverno em St. Moritz, prometendo dias de sol em meio à neve. Eles não apenas voltaram, como se apaixonaram pelo clima único do lugar. Foi assim que St. Moritz iniciou a sua jornada para revolucionar o turismo alpino.

A 1.856 metros de altitude, no coração da Engadina, a cidade combina paisagens amplas com um clima perfeito: ar seco e mais de 300 dias de sol por ano. O chamado “clima de champanhe”, frequentemente associado ao destino, ajuda a explicar por que o inverno ali parece mais leve e convidativo.

Mas o que realmente diferencia St. Moritz não é apenas o cenário, e sim a forma como ele foi se reinventando ao longo do tempo.

Ainda no século XIX, sob a gestão de Johannes Badrutt, o Kulm Hotel St. Moritz já incorporava inovações que ajudavam a redefinir o padrão de hospitalidade nos Alpes, como a adoção precoce da iluminação elétrica, que foi um avanço significativo para a época.

Um pouco mais tarde, foi inaugurado como parte do legado da família Badrutt, o Badrutt’s Palace Hotel se consolidou como o grande ícone da cidade e se tornou ponto de encontro da elite internacional. Mais do que conforto, havia uma visão clara: transformar a estadia em experiência.

Esse espírito pioneiro acompanhou o desenvolvimento de St. Moritz ao longo das décadas, consolidando o turismo de inverno como estilo de vida. Aos poucos, a cidade redefiniu o que se espera de um destino de montanha, expandindo sua oferta de atividades e infraestrutura, até que o inverno deixasse de ser apenas uma estação e se tornasse estética.

O luxo como linguagem

Ao longo do tempo, St. Moritz foi refinando seu próprio significado de luxo.

Ele aparece na combinação entre natureza e infraestrutura.
Nas pistas de esqui que se estendem por dezenas de quilômetros.
Nos carros luxuosos que correm pelo lago congelado.
Nos restaurantes Michelin no topo das montanhas.
Nas lojas de grifes que completam as calçadas a poucos passos da neve
Ou nos jatos privados aterrissando no aeroporto local.

E tudo começou com uma aposta. De um hoteleiro que acreditou que o sol de inverno nos Alpes valia mais do que qualquer verão.

É um destino que continua atraindo um público global acostumado ao melhor, mas que ainda encontra ali algo raro: uma sensação de pertencimento que não precisa ser explicada.

E talvez seja isso que sustenta sua relevância até hoje.

Porque, no fim, tudo começou com uma aposta de alguém que acreditou que o inverno poderia ser mais que suportado. Poderia ser desejado. E ele estava certo.

XOXO, Tai.